Gestão Sustentável dos Espaços Verdes da Lipor

a a a

Tendo por base a Missão da LIPOR e os compromissos assumidos no plano estratégico, o Projeto Espaços Verdes 2020 pretende dar ênfase à promoção da Biodiversidade e à otimização sustentável dos espaços verdes das suas instalações, de modo a reduzir custos de manutenção e alargar o espectro ecológico destes espaços verdes pela redução do consumo de água e a melhoria da qualidade e quantidade da flora e fauna.

Simultaneamente, o projeto deseja proporcionar espaços aprazíveis para todos os colaboradores e visitantes da LIPOR, informando-os e sensibilizando-os para a temática. Com este projeto a LIPOR está a caminhar na trajetória da inovação e originalidade em Portugal e na Europa, honrando o seu compromisso com a promoção da biodiversidade e da qualidade de vida de modo sustentável.

O projeto da equipa de Espaços Verdes da Lipor propõe-se a transformar gradualmente as áreas de relvado/ervado e áreas com pouco uso, de forma a que se tornem mais atrativos e providenciem funções paralelas e benéficas entre si, para além de a médio prazo termos uma redução efetiva na manutenção, logo que o jardim esteja maduro, resultando numa direta redução dos custos relacionados. Para tal, estamos a converter os espaços substituindo-os por vegetação mais diversificada, não só em variedade de espécies, mas também na sua disposição relativa do terreno, procurando criar um relevo heterogéneo, potenciando microclimas e nichos ecológicos que se auto sustentem com mínimo de intervenção humana na sua manutenção, na re-vegetação, na rega, nas podas e nas limpezas do solo. Esta vegetação deverá ser diversa com o contributo benéfico para o suporte da biodiversidade biológica dos jardins. Plantas com múltiplas funções são introduzidas com objetivo de fornecerem sombra e proteção dos ventos, criação de húmus no solo, proteção às plantas mais sensíveis, criação de habitats específicos (nichos) de fauna e flora, servindo também de alimento para animais selvagens e eventualmente para o ser humano.

Não podemos esquecer que a jardinagem sustentável contribui ativamente para a mitigação das alterações climáticas. Estes espaços estão devidamente adaptados combatendo, assim, as alterações que cada vez mais se fazem sentir, contribuindo para o conforto humano.

Como se pode ver nas fotos seguintes, o Parque A em 2008 era um relvado/ervado com monocultura, falta de dinamismo natural e monotonia na paisagem, sem uso, sem diversidade e estabilidade biológica, muito exposto ao sol e ventos, pouca sombra, elevada taxa da evaporação da humidade do solo, escoamento e perda de nutrientes, vegetação dispersa pouco natural, com elevado consumo de rega e necessidade de mão de obra constante.

Nos dias de hoje, após 9 anos e do trabalho realizado, encontramos um espaço com Policultura, solo e vegetação protegidos, reduzida evaporação da humidade do solo, retenção de nutrientes, maior diversidade e estabilidade ecológica, mais dinamismo natural e paisagístico, utilizado na receção de visitas e lazer, aumento da biodiversidade, zero rega, reduzida mão de obra (poda anual e limpeza de caminhos) e muita sombra.

De notar que em 2017, ano de seca extrema, o jardim do Parque A não teve qualquer tipo de rega ou manutenção, no entanto não se observaram diferenças significativas no estado das plantas.


voltar
Locais de deposição
Encontre o local mais perto de si para depositar seus resíduos.
Ecopontos
Ecocentros