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16 de Janeiro de 2019

Biodiversidade continua a aumentar na Lipor

A abordagem ao rio Tinto assume um papel preponderante na estratégia da LIPOR para a Biodiversidade e de Responsabilidade Social.

O rio Tinto é um pequeno afluente do rio Douro, com cerca de 12 km de comprimento, mas com uma importância elevada na região, abrangendo os Concelhos de Valongo, Gondomar, Maia e Porto.

Apesar de na LIPOR a expressão do rio Tinto ser reduzida, a Organização considera que o seu envolvimento para a sua proteção deve ser total.

O projeto de Valorização do rio Tinto pretende contribuir para a definição de uma ação conjunta entre várias entidades, que tem como premissas cadastrar e permitir confirmar zonas de contaminação, monitorizar a evolução da qualidade da água, permitir sustentar de um ponto de vista técnico-científico, as intervenções indispensáveis para a recuperação do rio, reavivar o ecossistema ribeirinho e definir usos futuros sustentáveis no mesmo.

Nesta concretização, além de diversas intervenções no leito e nas margens do rio, utilizando técnicas de engenharia natural ao longo do troço que passa pela Lipor e que pode já ser desfrutado no Trilho Ecológico, a Lipor recriou a figura do "Guarda-Rios”.

Com funções diárias de vigilância ao troço do rio Tinto que ladeia as instalações da LIPOR, o nosso "Guarda-Rios”, preenche diariamente um Boletim de Inspeções, que mensalmente são compilados e remetidos aos Parceiros de Protocolo de Colaboração do rio Tinto.

Em 2018 o trabalho do Guarda-Rios foi bastante profícuo, com 227 visitas ao rio, que correspondem a 975 inspeções e 2925 parâmetros inspecionados. De salientar que ao longo do ano se passou de 2 para 5 pontos de inspeção fixos.

Em termos de resultados, apesar de se notar uma ligeira melhoria na qualidade do rio e da água, ainda foram detetadas 300 ocorrências em 47 dias do ano, sendo que os pontos relacionados com a ribeira da granja foram os que apresentaram maior número de ocorrências (cerca de 80%).

Relativamente aos tipos de ocorrência (odor, cor e resíduos), os resultados foram distribuídos da seguinte forma: 26% de ocorrências relacionadas com odor, 36% de ocorrências relacionadas com a cor e 38% de ocorrências relacionadas com a presença de resíduos sólidos e espumas.

Apesar disso, todo o trabalho que tem vindo a ser efetuado tem dado resultados muito positivos, e a biodiversidade do rio Tinto continua a aumentar!

Este ano já foram observados patos, tritões e salamandras, sinal de que a qualidade do ecossistema está a melhorar.

Este projeto tem como parceiros da LIPOR, os Municípios de Valongo, Gondomar, Maia, Porto, as Águas de Gondomar, SA., as Águas do Porto, a Universidade Fernando Pessoa e a Agência Portuguesa do Ambiente, I.P./Administração da Região Hidrográfica do Norte, as Águas de Valongo, SA., as Juntas de Freguesia de Rio Tinto, Ermesinde, Águas Santas, Baguim do Monte e Campanhã.





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      Comunicado de Imprensa
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