Compensação de Emissões

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A frota LIPOR é CARBONOZERO
A magnitude das tragédias recentes em Portugal, causados pelos fogos florestais, levaram a LIPOR a compensar as emissões de GEE da sua frota em floresta nacional.
As 202 tCO2e emitidas pela frota LIPOR, durante o ano de 2017 foram compensadas através de créditos de carbono proveniente do projeto no parque natural da Serra de São Mamede.
 
A compensação foi efetuada numa área de floresta certificada, no concelho de Marvão, que:
  • Possui mais de 80% de espécies indígenas ou naturalizadas;
  • Não apresenta espécies classificadas como invasoras;
  • As áreas são geridas de acordo com um Plano de Gestão Florestal que garante um período mínimo de exploração de 30 anos e integra medidas como prevenção de incêndios e proteção ambiental;
  • Possui um plano específico de monitorização de sequestro de carbono ao longo de todo o período de exploração.  

Informações sobre o Projeto
O projeto florestal, localizado no concelho de Marvão, situa-se no Parque de Natural da Serra de São Mamede e é caracterizado por rer relevo acidentado, solos de fraca retenção hídrica, forte pluviosidade e amplitude térmica.
Devido à sua localização geográfica (centro e interior do país) e à presença da serra, que irrompe subitamente destacando-se da planície alentejana, o projeto apresenta um conjunto de características geológicas, e por consequência edáficas e climáticas, que lhe conferem um carácter peculiar e que se refletem na flora, coberto vegetal e na fauna.
Assim, os fatores naturais, bem como a ancestral e contínua presença humana que tem vindo a exercer significativas modificações, contribuíram, em sinergia, para uma notável diversidade das espécies e comunidades naturais e seminaturais. Atualmente a unidade de gestão encontra-se florestada com plantações relativamente recentes de pinheiro bravo, sobreiro e carvalho alvarinho.

Fauna
A "ilha” que a região montanhosa de Marvão representa, reflete-se na presença de isolados populacionais de duas espécies de anfíbios, o Sapo parteiro e a Rã ibérica, ambos presentes nos cursos de água que descem do maciço montanhoso. Igualmente presente nestes pequenos ribeiros, pode observar-se uma das espécies de répteis mais espetaculares da nossa fauna, o Lagarto de água, endémico da Península Ibérica. A sua peculiaridade avifaunística não é de hoje tanto representada pelas águias, mas sim pelo Chasco-preto, passeriforme rupícola raro e de distribuição muito localizada no Sul do país. No que diz respeito aos maníferos, para além de espécies com larga distribuição em toda a Serra de São Mamede, como são os casos da Geneta, do Javali e do Texugo, também pode ser observado a Lontra, particularmente nas orlas dos cursos de água mais abrigados. Mas o interesse mamofaunístico de Marvão advém sobretudo da presença do Rato-de-cabrera, interessante endemismo ibérico com estatuto de raro no nosso país e das nada menos que treze espécies de morcegos, que utilizam o Marvão e zonas circundantes como território de alimentação. 

Flora
O Marvão, não obstante, tratar-se de uma zona muito humanizada e ruralizada, contém ainda um assinalável conjunto de habitats naturais com as espécies que lhe são próprias, as quais rareiam ou já não existem em zonas mais aplanadas e sujeitas a maior pressão humana. Assim, ainda é possível encontrar todas as comunidades das sucessões naturais do carvalho negral e do Sobreiro que se distribuem, respetiva e preferencialmente, pelas encostas norte e sul, devido à diferenciação das condições ecológicas referidas. Nalgumas situações, a integração no conjunto de espaços cultivados e a sua alternância com espaços naturais (bosquetes, matos arborescentes, etc) é esteticamente tão harmoniosa e completar, que contribui para o enriquecimento e valorização das paisagens.  Estes aspetos são notórias na encosta norte, que é mais suave, e também próximo da base da encosta sul. Por outro lado, com particular incidência na vertente sul, da dureza das escarpas quartzíticas abruptas revestidas de líquenes, surge nas fendas e gretas curiosa vegetação rupícola, que quase se perde nas proximidades de luxuriantes giestais instalados sobre substratos mais profundos. Contrastando com estas manchas amareladas e brancas, revestindo zonas mais pobres (degradadas) surge a paleta rosa-lilas dos urzais ricos em espécies de carácter setentrional. 


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